Veja quais são os 5 tipos de financiamento imobiliário

Veja quais são os 5 tipos de financiamento imobiliário

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Para grande parte da população brasileira, só se torna possível realizar o sonho da casa própria por meio da aquisição de crédito no mercado. Todavia, devido ao grande número de tipos de financiamento imobiliário, é necessário ficar atento a qual é a melhor opção para você.

Essa prática fornece um valor de crédito suficiente para pagar boa parte da compra de uma casa ou apartamento. Logo após aceitar os valores sugeridos por um dos credores contatados, o cliente deve decidir entre os opções de financiamento existentes.

Quem ainda não comprou o seu primeiro imóvel precisa compreender como funciona o processo de cada um antes de observar quais possibilidades para financiar imóveis estão disponíveis no mercado. Neste artigo, você vai conhecer os principais tipos de financiamento imobiliário. Acompanhe!

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1. Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

O SFH foi criado pelo Governo Federal e possibilita o financiamento de imóveis de até R$ 1,5 milhão. Para tanto, são usados os recursos gerados pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), com um teto de juros estimado em 12%. Todavia, o comprador não pode comprometer mais do que 30% de sua renda com as parcelas.

Controlando a maior parte dos financiamentos imobiliários concedidos no Brasil, o SFH exige que o valor máximo de avaliação do imóvel seja de 750 mil reais em estados como Rio de Janeiro, Distrito Federal ou São Paulo — e 650 mil reais nas demais localidades. A concessão máxima é de 585 mil reais e o prazo para quitar a dívida é de 420 meses (isto é: 35 anos).

2. Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)

Trata-se de um sistema de financiamento também desenvolvido pelo Governo Federal e usado como complemento ao Sistema Financeiro de Habitação. Porém, há um grande risco, o que ocasiona juros maiores e variáveis. Isso porque tal financiamento não exige um valor máximo de avaliação do imóvel ou limite para a renda utilizada.

O valor de concessão fica entre 80% e 90%, sendo que o prazo para quitar a dívida também é de 420 meses. Essa modalidade de financiamento tem o intuito de solucionar as carências do SFH, isto é, serve para valores estimados em mais de R$ 950 mil. Por tal motivo, existe um risco maior, representado nas taxas de juros mais altas e variáveis.

3. Sistema Tabela Price

Esse talvez seja o mais popular tipo de financiamento em todo o mundo, por mais que não tenha se tornado costumeiro no Brasil. No sistema, as prestações são fixas, as amortizações, crescentes e os juros, decrescentes. Em um financiamento de dez parcelas, por exemplo, paga-se um valor menor referente à amortização no primeiro mês.

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No segundo mês, a quantia relacionada aos juros é reduzida, visto que o saldo devedor é mais baixo no pagamento da primeira parcela (mas o valor da amortização é maior). Já no terceiro mês, os juros caem mais ainda e a quantia relacionada à amortização aumenta.

O valor dos juros é bem menor no último mês, enquanto a quantia referente à amortização representa a maior parte da parcela. Porém, como o Brasil é um país com altas taxas de inflação, a Tabela Price teve adaptações e foram praticados indexadores para realizar o reajuste das prestações, em função da elevação dos preços. Logo, as parcelas variam conforme a inflação.

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Dessa forma, a taxa referencial é usada — na verdade, trata-se de um indicador pós-fixado, publicado depois do fechamento do contrato de financiamento. Isso faz com que haja o reajuste das prestações e do saldo devedor.

4. Sistema de Amortização Constante (SAC)

Sistema de Amortização Constante tem variação de juros, o que ocasiona a redução natural das prestações ao longo do financiamento. O devedor acaba quitando mais rapidamente a dívida e paga um total de juros reduzido, devido ao fato de primeiras parcelas

De acordo com o que for sendo pago da dívida (e levando em consideração o fato de os juros serem calculados sobre o saldo devedor), o valor da prestação do financiamento é reduzido, visto que acontece a redução do montante de juros. Vale lembrar que o financiamento imobiliário com amortizações constantes poderá ter correções monetárias.

Há duas maneiras de correção: a pré-fixada e a pós-fixada. Na primeira modalidade, a instituição financeira já define um valor de correção ainda na assinatura do contrato. Por esse motivo, é comum que a taxa de juros seja superior do que aquela cobrada no modelo pós-fixado.

Porém, caso a correção do saldo devedor e dos juros seja feita por meio de um índice de mercado — como é o caso da Taxa Referencial —, ela será conhecida como pós-fixada. Uma vez que o valor dos indexadores varia a cada mês e são muito influenciados pela situação econômica do país, há o sério risco de uma correção maior em períodos de alta inflação.

Um dos maiores benefícios do SAC com relação ao Price é justamente a redução do valor das parcelas. Devido ao fato de acontecer uma minimização contínua do que será quitado a cada mês, o comprador se sente mais seguro caso ocorra algum imprevisto no futuro.

5. Sistema de Amortização Crescente (Sacre)

Há uma mistura do Sistema Price e do SAC nesse tipo de financiamento. Assim, com o Sacre, as prestações se elevam ao longo de determinado intervalo de tempo até chegarem a um ponto em que começam a diminuir. Nele, há também um reajuste pela TR, que substitui a correção monetária na maioria das vezes. A vantagem de suas prestações decrescentes é que o risco de inadimplência é muito menor se comparado ao Sistema Price.

Por fim, lembramos que é preciso compreender bem as condições dos diferentes tipos de financiamento imobiliário, pois existe uma grande variedade de opções disponível no mercado. Dessa forma, é essencial que você procure o auxílio de profissionais especializados no mercado imobiliário para auxiliá-lo a decidir qual é a melhor alternativa para o seu caso.

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